Planilhas com SQL
Consulte as células de todas as planilhas com uma instrução SQL e preencha relatórios sem que os dados passem pelo agente.
Cada planilha .xlsx, .xlsm ou .csv enviada vira fatos que o agente consulta com SQL. Uma pergunta sobre dez planilhas cabe em uma chamada sql, em vez de dez leituras de arquivo. sql e sql_schema rodam dentro de scripts query; sql_write e sheet_write, dentro de scripts execute (MCP).
Quando os fatos ficam prontos
Todo arquivo tem um status, que get, files_list, file_read e document_search informam; os que não estão ready trazem em statusMessage o que fazer:
| Status | Significado |
|---|---|
processing |
O arquivo ainda está sendo lido. |
ready |
As células ou o texto já podem ser consultados. |
too_large |
O arquivo passa do limite de células ou de tamanho por planilha do plano. Ele continua disponível para download; divida-o em partes menores e envie de novo, ou mude de plano. |
limit_reached |
Os dados processados da organização chegaram ao limite do plano. O arquivo fica guardado e é lido sozinho quando houver espaço: ao mudar de plano, apagar arquivos ou tabelas SQL. |
failed |
O arquivo não pôde ser lido. |
stored |
Um tipo que a Siglata guarda, mas não lê, como um vídeo. |
A Siglata guarda apenas fatos determinísticos: nunca recalcula fórmulas, nunca adivinha versões nem localidades. A interpretação fica com o agente.
Tabelas e funções
Chame sql_schema para ver as colunas de cada tabela, as funções e os objetos que você pode ler.
| Tabela | Conteúdo |
|---|---|
sheet_files |
Um registro por planilha, com o estado dos fatos. |
cells |
Uma linha por célula: arquivo, aba, endereço, linha, coluna, texto bruto, valor tipado, fórmula e formato numérico. |
styles |
Fonte, preenchimento, borda e alinhamento de cada estilo. |
sheets |
Abas e intervalos usados. |
excel_tables |
Tabelas do Excel. |
defined_names |
Nomes definidos. |
merges |
Células mescladas. |
| Função | Uso |
|---|---|
sheet_rows(file, sheet) |
Linhas largas de uma aba, com as colunas por letra (A, B, C…). |
parse_number(text, locale) |
Converte texto como 1.234,56 (pt-BR) ou 1,234.56 (en-US) em número. |
parse_date(text, format) |
Converte texto em data com um padrão como DD/MM/YYYY. |
column_letters(col) |
Converte o número da coluna em letras. |
Valores de CSV ficam como texto; use parse_number e parse_date para interpretá-los.
Consultar
sql (files:read) executa um único SELECT na sintaxe do Postgres, em um script query:
return await sql({
query: `SELECT raw AS filial, count(*) AS celulas
FROM cells
WHERE sheet = 'Vendas' AND col = 2 AND row >= 2
GROUP BY raw`,
});
- Devolve as linhas que cabem em 100.000 bytes de JSON, sem limite de linhas, e roda por no máximo 10 s. Quando algo fica de fora, a resposta traz
truncated: trueenext, que explica como paginar comORDER BYeLIMIT/OFFSETou estreitar oSELECT. - Nomeie tabelas sem esquema. Só as funções e os tipos listados são aceitos; catálogos do sistema e comandos que alteram dados são recusados.
- Antes de um comando rodar, a Siglata limita a memória do banco que ele poderia usar no pior caso, pelos valores mais longos das tabelas que ele lê e por uma regra de tamanho para cada função, operador e conversão, através de cada CTE, subconsulta e view. Um comando acima de 128 MiB é recusado com
too_large, antes de rodar, emSELECT,CREATE VIEWeCREATE TABLE AS: monte valores menores (menosconcat,replace, conversões ou construtores de JSON e de array aninhados), selecione menos colunas ou divida o trabalho.WITH RECURSIVEé recusado (usegenerate_series), e um padrão de expressão regular ou deSIMILAR TOprecisa ser uma constante de texto de no máximo 2.000 estados compilados. No máximo 4 comandos rodam ao mesmo tempo; um comando que encontra todos ocupados falha comconflict, e basta tentar de novo. - Cada recusa tem um código, como
relation_not_allowed,function_not_allowed,timeoutouconflict(repita a chamada).
Views e snapshots
sql_write (files:write) cria e remove objetos seus, em um script execute:
| Instrução | Resultado |
|---|---|
CREATE VIEW nome AS SELECT … |
Uma view compartilhada com a organização. Cada membro a lê com o próprio acesso. |
CREATE TABLE nome AS SELECT … |
Um snapshot que só você lê, sobre sources (os ids dos arquivos que ele pode ler; todos os que você lê, se omitido). Conta no limite de planilhas que o agente consulta. |
DROP VIEW nome ou DROP TABLE nome |
Remove um objeto que você criou. |
return await sql_write({
query:
"CREATE TABLE vendas_agosto AS SELECT raw FROM cells WHERE sheet = 'Agosto'",
sources: ["<id da planilha>"],
});
Um snapshot segue os arquivos de origem: fica oculto enquanto uma origem está na lixeira, volta quando ela é restaurada e é removido quando ela é excluída definitivamente.
Preencher um relatório
sheet_write, em um script execute, aceita um patch de consulta { sheet, anchor, query } (exige também files:read). Ele roda o SELECT e escreve todas as linhas a partir da célula anchor de uma nova edição do modelo, mantendo a formatação:
return await sheet_write({
fileId: "<id do modelo>",
requestId: "vendas-setembro-2026",
patches: [
{
sheet: "Relatório",
anchor: "A2",
query: "SELECT filial, receita FROM vendas_mes",
},
],
});
As linhas não passam pelo contexto do agente; a resposta traz apenas o novo arquivo e o intervalo escrito. Um resultado acima de 5.000 linhas, 8 MiB ou 1.000.000 de células falha com too_large, sem criar arquivo.
Permissões
O SQL vê apenas as células dos arquivos ativos que o usuário da conexão pode ler. Um arquivo restrito exige uma permissão; outra organização nunca aparece. Arquivos na lixeira ficam ocultos até serem restaurados.